Poetas Assassinados 3
Os poetas derramam sangue
na praça pública diante da inocência
do lugarejo sonolento
parecem faquires a se imolarem
num sacrifício sem causa
Toda poesia do mundo se entrega
ao jogo dos desgraçados e malditos
baixemos os olhos para fome
na boca de tantos desesperados
somos atores a fingir
que somos felizes
a pequenez do outro
com sua paixão inútil nos apodrece
tanta energia atirada no lixo
As noites enterram as tragédias
e os imbecis vão com elas
poetas assassinados pela banalidade
pois seremos juízes ou réus
do tempo e da história que fizermos


0 Comments:
Post a Comment
<< Home