Boneca de Porcelana
Te vejo rodar tonta numa pirueta
sobre teus chinelos esfarrapados
teus olhos se fecham
numa última carícia ao mundo
Não suporto verte muda
branca de pó de arroz e pranto
a tua luz é a minha luz
não me deixes mergulhar sozinho
no oceano do impensável
minha boneca de porcelana


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