Amigos
os amigos cospem nos meus poemas
expulsam-me da mesa com meu tédio
ignoram o elixir que ofereço
com raízes profundas da floresta
o pacto que lhe peço
é jogarem o sangue podre
que corre em suas veias
na cara do mundo
depois disso
poderemos subir aratak
e voar com os peixes
nas correntezas limpas
das paixões infinitas


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