É noite em mim e a lua quase ridícula desmaia sua poesia sobre o muro. Quero dormir um sono tranqüilo para acordar e ouvir minha sobrinha recitar uma pedra no meio do caminho. Aí paro e penso que a poesia lírica do patinete da minha filha Alegria é mais lírica do que a calçada concreta da poesia do Aroldo de Campos, os seus brinquedos rimam mais do que a tristeza doentia de Augusto dos Anjos. Que os anjos estejam com aquele que escreve do que com aqueles que só querem a fama. Dorme um sono tranqüilo poeta ou vai puxar o saco... não vai puxar o carrinho de mão vermelho de William Carlos Williams. Nele há mais raiva do que poesia. Tudo está naquele carrinho vermelho de natal, mal e silencioso que nem Papai Noel.
é assim o papai de todos nós, não me seja um burguês. j.ln.
Nasceu em Fortaleza – Ceará.
Participou ativamente dos movimentos artísticos, com seu teatro mambembe e circense pelo Nordeste, e muitas vezes foi perseguido pela censura imposta ao teatro brasileiro.
Criou e dirigiu o "Movimento Aberto" no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, nos idos de 1977. Ao lado de Sidney Müller, Sérgio Ricardo, César Costa Filho, Joanna, Sandra de Sá, Sarah Benchimol,Solange Boeke, Lecy Brandão, Tarcísio Rocha, Paulo Gomes e outros talentos que surgiam.A partir daí passou a atuar profissionalmente como diretor de teatro e compositor.
Estudou Música e Letras, foi Secretário de Turísmo e depois de Cultura de sua cidade, gravou mais de cem músicas com parceiros cearenses e do centro-sul,destacando-se as gravações nas vozes de Joanna , Emílio Santiago, Nilson Chaves, Chico César, Flávio Venturini, Fhernanda, Edimar Rocha, Celso Viafora, Vital Lima, Jean Garfunkel, Gereba, Pingo de Fortaleza, Acauã e outros.
Publicou três livros de poesia: “A Partilha do vôo e do vento”; “Poemas Andejos” e “A Desplanura e o Leme”.
Atualmente o poeta divide-se entre o Rio de Janeiro, São Paulo e o Ceará, trabalhando com literatura, música e teatro.
3 Comments:
Valeu guará essa foi pra mim.
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É noite em mim e a lua quase ridícula desmaia sua poesia sobre o muro. Quero dormir um sono tranqüilo para acordar e ouvir minha sobrinha recitar uma pedra no meio do caminho. Aí paro e penso que a poesia lírica do patinete da minha filha Alegria é mais lírica do que a calçada concreta da poesia do Aroldo de Campos, os seus brinquedos rimam mais do que a tristeza doentia de Augusto dos Anjos. Que os anjos estejam com aquele que escreve do que com aqueles que só querem a fama. Dorme um sono tranqüilo poeta ou vai puxar o saco... não vai puxar o carrinho de mão vermelho de William Carlos Williams. Nele há mais raiva do que poesia. Tudo está naquele carrinho vermelho de natal, mal e silencioso que nem Papai Noel.
é assim o papai de todos nós, não me seja um burguês.
j.ln.
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